Elias Comini
05/08/2013
Inácio Stuchly
05/08/2013

Francisco Convertini

Iício do processo: 12-12-1997
Ainda em andamento.

Francisco Convertini nasceu no lugarejo Marinelli próximo a Cisternino, província de Bari, Itália, no dia 29 de agosto de 1898. Sua família era muito pobre, e foi obrigado a trabalhar desde pequeno. Aos dezoito anos foi chamado às armas para combater na primeira guerra mundial. Foi capturado pelos austríacos e internado num campo de concentração. Ao final da guerra foi libertado. Curado de uma meningite, decidiu entrar na Polícia Financeira.

Acompanhou o capitão, de quem era atendente, em Turim, e devotíssimo de Nossa Senhora, foi confessar-se na basílica de Maria Auxiliadora. A Providência quis que o confessor fosse o P. Ângelo Amadei, o segundo grande biógrafo de Dom Bosco. P. Ângelo foi o seu guia espiritual. Depois de tê-lo convidado para participar da entrega do crucifixo a onze missionários que partiam para a Índia, disse: “Por que não te fazes também missionário?”.

Francisco iniciou com esforço os estudos no instituto salesiano missionário de Ivrea e, depois de receber o crucifixo do P. Rinaldi, em 7 de dezembro de 1927, embarcou para a Índia. Foi formado por santos salesianos. Fez o noviciado em Shillong com o P. Ferrando e depois foi discípulo do P. Vendrame. Francisco aprendeu a vida de Dom Bosco através do P. Amadei e aprendeu a encarnar na Índia o seu espírito apostólico missionário.

Com o P. Vendrame fez-se próximo do povo: percorriam quilômetros para visitar as aldeias, entravam nas casas para falar da vida de Jesus a grandes e pequenos. Com dificuldade, conseguiu concluir os estudos filosóficos e teológicos. Foi ordenado sacerdote em junho de 1935.

O novo bispo Dom Ferrando enviou-o à missão salesiana de Krishnagar. Mesmo jamais tendo um ótimo conhecimento da língua bengali, ninguém em Krishnagar teve tantos amigos, tantos filhos espirituais entre ignorantes e sábios, entre ricos e pobres. Era um dos poucos missionários que podia entrar numa casa hindu e ir além da sala de visita. Caminhava continuamente de aldeia em aldeia. P. Francisco era bom, e a sua amabilidade salesiana abria-lhe o coração do povo, sabia ser pai, irmão e amigo.

Doava-se indistintamente a todos: muçulmanos, hindus, cristãos…, e por todos foi amado e venerado como mestre de vida interior, que possuía abundantemente a “sapientia cordis”. Gozou da fama de santidade já em vida, não só pela sua dedicação heróica às almas, como também por misteriosos episódios que contavam sobre ele.

Foi um apóstolo de Maria Auxiliadora. Morreu aos 11 de fevereiro de 1976 murmurando: “Minha Mãe, eu jamais te decepcionei durante a vida. Agora, ajuda-me!”. Seus restos mortais foram expostos na catedral, e foi um contínuo afluir de pessoas de todas as raças e de todas as religiões. Agora repousam no jardim adjacente à catedral de Krishnagar.

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