Carlos Della Torre
05/06/2013
Elias Comini
05/08/2013

Estévão Ferrando

Início do Processo: 08-10-2003

Estevão Ferrando nasce em Rossiglione, província de Gênova, no dia 28 de setembro de 1895, de Agostinho e Josefina Salvi. Desde pequeno freqüenta as escolas dos salesianos, antes em Fossano e, depois, em Turim.

Fica fascinado pela vida de Dom Bosco. Pede para ser salesiano e, em 1912, emite a profissão religiosa em Foglizzo Canavese (Turim). Durante a primeira guerra mundial presta o serviço militar no setor saúde, obtendo a Medalha de Prata pela coragem.

Em 1923, feitos os estudos teológicos, recebe a ordenação sacerdotal. Pede para partir como missionário e é enviado à região indiana do Assam, que confina com o Tibet, China e Birmânia. Foi por dez anos mestre dos noviços e diretor do estudantado filosófico e teológico. Como bom filho de Dom Bosco, a fim de aprender a língua, ia com seus jovens salesianos às aldeias espalhadas pelas colinas e organizava os oratórios festivos para os jovens.

Para sua surpresa, em 1934, o Papa Pio XI o nomeia bispo da diocese de Krishnagar. No dia 10 de novembro seguinte recebe a solene consagração episcopal em Shillong. Um ano depois retorna à sua Shillong como bispo. Ao tomar posse da nova diocese, beija o chão e confia suas sortes a Jesus Crucificado. O novo bispo pede aos seus sacerdotes que vão pelas aldeias anunciando o evangelho ao povo. Ele mesmo viaja continuamente.

O seu apostolado é caracterizado pelo estilo salesiano: alegria, simplicidade e contato direto com o povo. Aproxima-se dos jovens, dos pobres e dos necessitados; vai ao encontro de todos com amabilidade. Reconstrói a grande catedral e o complexo missionário. Difunde a devoção a Maria Auxiliadora e a Dom Bosco. Quer que os indianos sejam os primeiros evangelizadores da própria terra.

De um grupo de catequistas indianas funda as Irmãs Missionárias de Maria Auxílio dos Cristãos, às quais ensina o amor a Jesus, a Maria Auxiliadora, a Dom Bosco, às missões e à gente pobre. Em 26 de junho de 1969, depois de participar dos trabalhos do Concílio, entrega a demissão da própria diocese. Em 1972 retorna ao Assam para consagrar a catedral da arquidiocese de Shillong, finalmente concluída.

Na Itália, o velho bispo missionário retirou-se à casa salesiana de Quarto (Gênova). Em 1970, ele escrevia: «Aqui na Itália perguntam-me freqüentemente: “Como é possível que tenhas deixado o Assam depois de 47 anos de vida missionária?”. E respondo: “porque finalmente brotou o dia que eu suspirava por 47 anos, o dia em que a Igreja na Índia pode caminhar por si!”».

Morreu no dia 20 de junho de 1978. Nove anos depois as Irmãs Missionárias de Maria Auxílio dos Cristãos quiseram ter ao seu lado os restos mortais do fundador. A urna de Dom Ferrando foi deposta na capela do Convento de Santa Margarida em Shillong, na terra que fora a sua segunda pátria.

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