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Ex-educanda do Centro Social Santa Luzia se torna empresária

A ex-educanda do Centro Social Santa Luzia, no Jardim Nordeste, em São Paulo (SP), Ana Santos, de 39 anos, casada, mãe de 3 filhos, é moradora do bairro Vila Nhocuné na Zona Leste da cidade. Conheceu o Centro Social em 2016 por indicação de um vizinho. Na ocasião matriculou seu filho mais velho no curso de Elétrica.

Ana sempre trabalhou em oficinas de costura, na parte do acabamento, e para complementar sua renda fazia alguns artesanatos com pintura de vidro e madeira. Em um determinado dia, ela precisou de uma bolsa grande e resistente para transportar os seus artesanatos e não localizou um modelo no custo e benefício que precisava e, sendo assim, resolveu produzir uma bolsa com as sobras de tecidos que ficavam no chão da oficina que trabalhava.

Fez toda a produção da peça, desde o corte dos tecidos até a decoração, baseada em alguns tutoriais que assistiu na internet. Como não sabia costurar, pediu ajuda de uma costureira da oficina para finalizar a bolsa e a recebeu, com a condição de fazer uma bolsa igual como pagamento pelo trabalho da costura.

Aos poucos, foi recebendo pedidos de bolsas e toda vez que solicitava para costureira ajuda para finalizar, recebia a condição de “pagar” produzindo uma outra bolsa. Nesse momento Ana percebeu que precisava aprender costurar.

Sua cunhada ofereceu uma máquina emprestada para ela aprender e Ana começou a treinar em casa, com o apoio do marido que tinha uma noção básica de costura. Aos poucos os pedidos das bolsas foram aumentando.

Em 2017 ela decidiu parar de trabalhar na oficina para se dedicar à sua empresa. Em 2018 lembrou que o Centro Social Santa Luzia tinha alguns cursos gratuitos e no segundo semestre realizou a matrícula no curso de Empreendedorismo.

Nesse curso, ela chegou completamente empolgada e cheia de ideias, mas perdida em como fazer acontecer. O acolhimento e a dinâmica do Santa Luzia foram extremamente importantes e ela aprendeu a ser mais humana e a ter um outro comportamento conforme foi conhecendo a Obra de Dom Bosco.

Resolveu então fazer um novo curso em 2019, de Assistente Administrativo. Foi proposta uma atividade chamada Consultoria Solidária e o seu artesanato foi escolhido para ser aplicado na prática. Foram utilizadas ferramentas de planejamento estratégico, gestão de qualidade técnica e técnica de vendas.

A dinâmica do projeto e a seleção do trabalho para participar na Feira de Ciências e Tecnologia, segundo relato da Ana, foi um divisor de águas em sua vida. “Aprendi a trabalhar com pessoas, delegar e aceitar opiniões, me ensinou na prática como funciona uma empresa”, explica.

Educador Rodrigo da Frota, Thais Oliveira, Laura Tozzini e Ana Santos – Feira de Ciências e Tecnologias

O educador Rodrigo da Frota do curso Assistente Administrativo, no decorrer do curso, apresentou diversas ferramentas e mostrou nas aulas a importância do conhecimento.
“No início do projeto Consultoria Solidária, foi possível observar o entusiasmo e empolgação da equipe, e no final melhorias significativas nos processos e resultados da empresa”, completa o educador.

Ao término de 2019, ela percebeu como foi importante a passagem no Centro Social Santa Luzia, hoje ela indica os cursos para diversas pessoas e ressalta o nível de qualidade oferecido. “Os educadores passam conhecimento para vida e não somente matéria em sala de aula, as atividades são interligadas e formam pessoas e profissionais melhores para o mundo, só conhecendo e vivenciando no dia a dia para compreender a magnitude que o local oferece. S sentimento hoje da minha passagem no Centro Social é gratidão.”, acrescenta Ana.

Thais Oliveira, Ana Santos e Gabriel Santos – Feira de Ciências e Tecnologias

Antes de iniciar os cursos no Santa Luzia, Ana era Anny Art, uma artesã sonhadora, mas sem conhecimento de como transformar o seu trabalho em renda. Após adquirir os conhecimentos nos cursos e receber o apoio para eliminar os seus medos, Ana Santos concretizou o seu sonho em Ateliê Buguela.

Atualmente se dedica à confecção de bolsas e acessórios com tecido jeans reutilizado, com peças exclusivas e de temática Afro. Hoje sua renda é totalmente ligada ao Ateliê Buguela. Ana participa de eventos corporativos com o coletivo Mahin, que conheceu no Santa Luzia, e recentemente foi convidada para fazer parte da equipe. A divulgação do seu trabalho está no site do coletivo Mahin www.meninasmahin.com e em um perfil no Instagram @ateliebuguela.

Com informações de Fernanda Barichello – Comunicação Social do Centro Social Santa Luzia
Foto de capa: Victor Menezes