Tema Geral para este sexênio:

O Primeiro Anúncio

De 2015 a 2020, o tema de fundo do Dia Missionário Salesiano tem se referido ao "Primeiro Anúncio" (PA) em diversos contextos culturais. Este ano é dedicado ao Primeiro Anúncio na África e em particular entre os refugiados e deslocados e migrantes.

Essa temática foi objeto de reflexão por parte dos Salesianos de Dom Bosco e das Filhas de Maria Auxiliadora de todas as regiões do mundo: Europa (Praga 2010), Ásia Sul (Kolkata 2011) ÁsiaLeste (Sam Phran 2011), Oceania (Port Moresby 2011), África (Addis Abeba 2012), América (Los Teques 2013), em contexto Muçulmano (Roma 2012) e na Cidade (Roma 2015). Iniciou-se um processo de Seminários Regionais, a partir de uma síntese dos seminários anteriores, para identificar as suas aplicações nos diversos setores e ambientes da missão (paróquias, minorias étnicas, escolas, oratórios, centros de formação profissional...); assim em 2017 realizaram-se já, para este fim, os encontros no Brasil (Belo Horizonte), Tailândia (Sam Phran), Portugal (Fátima) e na África (Johannesburgo) em 2018.

Consideramos o conceito de Primeiro Anúncio em relação ao testemunho de todo cristão e de toda a comunidade cristã; cada atividade ou conjunto de atividades que favorecem uma experiência irresistível e entusiasmante de Jesus que, sob a ação do Espírito Santo, suscita a busca de Deus e um interesse pela sua Pessoa, ao mesmo tempo em que se respeita a liberdade de consciência que, em última análise, conduz a uma adesão inicial a Ele, ou à revitalização da n´Ele.

O Primeiro Anúncio é promovido com uma pedagogia gradual, atenta ao contexto histórico-sócio-cultural do interlocutor. Leva a viver a própria vida como cristão "em estado permanente de missão", de tal modo que cada pessoa e cada comunidade se torne um centro de irradiação de vida cristã. O Primeiro Anúncio é dirigido a diversos destinatários:

1. Àqueles que não conhecem Jesus Cristo (aos não cristãos)

2. Aos cristãos que receberam de maneira insuficiente o primeiro anúncio do Evangelho; são por isso aqueles cristãos que:

a) depois de ter conhecido Jesus Cristo, O abandonaram;

b) vivem a sua fé como algo cultural, sem a prática cristã com a sua vida paroquial, ou sem receber os sacramentos;

c) pensando em já conhecer bastante Jesus, vivem a sua fé como rotina ou algo simplesmente cultural ou mesmo de forma contrária à própria fé;

d) têm uma identidade cristã débil e vulnerável;

e) já não praticam sua fé.

3. Àqueles que procuram Alguém, ou alguma coisa, de forma personalizada

4. Àqueles que vivem a sua vida quotidiana sem qualquer sentido.

A nossa capacidade de escutar atentamente nos tornará intuitivamente sensíveis àquele momento imprevisto, no qual a nossa vida, atividade, presença ou testemunho de crentes e de Igreja possa suscitar um interesse por conhecer a Pessoas de Jesus Cristo e acreditar n´Ele.

São Francisco de Sales repetia uma bela frase: "Cor ad Cor loquitur": "Coração fala a Coração". Queremos, por um lado, que o Coração do Evangelho fale ao coração da cultura e a cada pessoa. E também que dê a cada um de nós, missionários, esta capacidade de empatia: de ter aquela respeitosa confiança e intimidade de sintonizar com os corações dos nossos destinatários para poder comunicar aquilo que mais amamos: Jesus Cristo.