Augusto Arribat
05/06/2013
Carlos Crecspi Croci
05/06/2013

Augusto Hlond

Início do processo: 9 – 01 – 1992
Conclusão do processo: 21 – 10 – 1996

Augusto Hlond nasceu em Brzeczkowice, Polônia, no dia 5 de julho de 1881 de Jan, ferroviário, e Maria Imiela. Foi o segundo de onze filhos, dos quais quatro se fizeram salesianos. Os pais transmitiram-lhes uma fé sólida e um amor filial a Nossa Senhora. Aos 12 anos, respondendo ao chamado do Senhor, seguiu o primogênito Inácio e foi para a Itália a fim de consagrar-se ao Senhor na Sociedade Salesiana. Recebeu o hábito talar do beato Miguel Rua em 1896.

Continuou os estudos em Roma, na Universidade Gregoriana, obtendo o doutorado em filosofia. Retornou à Polônia para o tirocínio prático indo a Oswiecim. Foi redator do Boletim Salesiano polonês. Ordenou-se sacerdote em 1905. Em 1907 foi nomeado diretor da nova casa de Przemysl onde abrirá e ampliará o oratório salesiano. Diretor em Viena, de acordo com o bispo e com as autoridades, abrirá três institutos de educação para meninos, adolescentes e jovens. Funda uma editora católica de língua alemã e socorre os jovens atingidos pela primeira guerra mundial. Em 1919 tornou-se Inspetor da nova Inspetoria Germano-Húngara com sede em Viena. Em 1926 foi nomeado Administrador Apostólico e, depois, Bispo de Katowice. No dia 24 de junho do mesmo ano foi nomeado pelo Papa Pio XI arcebispo de Gniezno e Poznan, e Primaz da Polônia. No ano seguinte, em 10 de junho, o Santo Padre criava-o Cardeal. Recebeu da Santa Sé também os cuidados dos poloneses da diáspora, dispersos nas várias partes do mundo. Em vista disso, fundou uma Congregação, chamada “Sociedade de Cristo”.

Com a segunda guerra mundial começou o seu calvário, que o levou ao exílio até o fim da guerra. Augusto fará de tudo a fim de pôr em prática o “Da mihi animas” salesiano, e como Dom Bosco não terá medo de contrastar os poderosos a fim de salvar os frágeis, abrindo caminho para o seu sucessor Stefan Wyszynski e para o grande Karol Wojtyla. Esteve, primeiramente, em Roma, onde iniciou uma corajosa defesa da sua Pátria, o que intensificou na França quando se estabeleceu em Lourdes. Alcançado pela polícia nazista, foi deportado para Paris a fim de que apoiasse um governo polonês fiel aos nazistas. O Cardeal recusou-se decididamente. Os nazistas, então, internaram-no na Westfalia.

Libertado pelas tropas aliadas, retornou à Polônia, sendo nomeado Arcebispo de Varsóvia. Como antes defendera seu povo dos horrores do nazismo, agora continuou a defendê-lo do ateísmo bolchevista com vigorosas pastorais.

A Divina Providência salvou-o de mais de um atentado. Morreu aos 22 de outubro de 1948. Os funerais foram uma apoteose. Pela primeira vez na história da Polônia, o sepultamento foi feito na própria catedral.

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